segunda-feira, 21 de março de 2016

        Já pararam para refletir e tentaram buscar algumas respostas que ajudem a compreender com mais clareza o que acontece nessa relação...

O que fazer quando existem mais dificuldades do que facilidades com algum de nossos filhos?

 
        Já pararam para refletir e tentaram buscar algumas respostas que ajudem a compreender com mais clareza o que acontece nessa relação? Porque é interessante buscarmos essas respostas.
        - Onde começou essa dificuldade?
        - Existe algum acontecimento da sua vida que você identifica que foi um divisor de águas para mudar a relação?
        - Por que ficou tão difícil?
        A psicologia nos ensina que o vínculo mais profundo que podemos ter na vida é o vínculo mãe/filho(a). Passamos nove meses sendo gerados pela nossa mãe, por tanto, é natural estabelecermos uma relação estreita com ela, principalmente nos primeiros anos de vida. Mas, á medida em que nascemos, que o útero da nossa mãe nos expulsa para o mundo não teremos mais aquela proteção do ventre e esta relação sofrerá grandes mudanças.
        É natural, não é errado nem feio alguns pais se identificarem mais com um filho do que com outro, não precisa se culpar por isso. A intimidade não é uma regra, a afinidade é algo que acontece. Agora, sabemos que muitas vezes é mais fácil os pais se aproximarem dos filhos que correspondem um pouco mais as suas expectativas, com os que são mais parecidos com eles, isso pode facilitar. Mas, é preciso administrar bem esse tipo de afinidade. Você pode admitir: “É mais fácil me relacionar com este filho(a) ao invés daquele(a)”, mas não podemos ser injustos com os outros. O afeto dentro de casa precisa ser bem administrado pra gente não ser desigual na nossa cota de amor e atenção, porque essas relações se mal vivenciadas geram seres humanos com muita dificuldade na vida.
        A partir do momento que a gente reconhece o papel e o lugar do outro da nossa vida, o por que de tantas dificuldades e passamos a trabalhar isso no nosso dia a dia e as relações vão ficando mais saudáveis. Vamos nos tratar com respeito, vamos nos ajudar, mas não forçar uma intimidade que não existe, porque já descobrimos que ela ainda não nos foi possível.
        Nós estamos ficando acomodados e deixando de buscar diariamente a elevação da nossa identidade de mãe, pai e filhos. Por isso, precisamos possibilitar que essas realidades atinjam nosso coração, nossa mente para que cheguem a raiz do nosso comportamento e modifique o nosso jeito de nos relacionarmos com quem amamos.
        É triste ficar à margem de quem se ama.
Com carinho,
Elaine Cristina
Psicóloga Clínica